Mino Carta, Battisti e a Itália de Dante

Por Rui Martins - Suíça

Entre Mino Carta e o escritor Antonio Tabucchi, entre Berlusconi e Nanni Moretti, fico com Tabucchi e Moretti, que são a verdadeira Itália de Dante.

Estou com Mino Carta quando, se tornando exceção na imprensa brasileira, elogia o nosso “sapão barbudo”, mas lamento que, depois de observar um retiro infelizmente não inspirador, tenha voltado a bater na mesma tecla e a malhar o italiano Cesare Battisti, ainda preso apesar de uma decisão do ministro da Justiça.

Cesare Battisti: da depressão à esperança

Ex-preso político, jornalista Celso Lungaretti visita italiano na penitenciária da Papuda, em Brasília, e descreve encontro para o Congresso em Foco. “Olho no olho, percebo ser Cesare um homem pacato, do tipo não-faz-mal-nem-a-uma mosca”, afirma o brasileiro.

Cesare Battisti: liberdade de italiano nas mãos do STF

Celso Lungaretti*

Mino joga sua última Carta: Iguala Battisti a BIN LADEN (!)

Celso Lungaretti (*)

Meninos mimados nos irritam, mas lhes damos um desconto por serem imaturos.

Já septuagenários mimados, quando não têm sequer a atenuante da senilidade, são insuportáveis.

Mino Carta acostumou a ver-se como os bajuladores o apresentam, ou seja, algo entre Júpiter Capitolino e um imperador da Roma dos césares.

O afeto que se encerra

Celso Lungaretti (*)

Como fica óbvio pelo meu sobrenome, sou de ascendência italiana, por parte do avô paterno e do bisavô materno. Mas, os dois ramos já haviam se dissociado desse passado quando eu começava a entender as coisas.

Uma lembrança remota da minha meninice foi a do meu pai e meu tio comentando a morte de um ancestral famoso: Angelo Lungaretti. Circulava de mão em mão a notícia publicada no jornal italiano Corrieri della Sera.

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