Nós apoiamos

Indivíduos/as que apoiam Cesare Battisti

Carta aberta do cineasta Sílvio Tendler ao Ministro Tarso Genro

Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 2008.

Ao Exmo. Sr. Ministro da Justiça Tarso Genro

Ilustre Ministro:

Venho tomar dois minutos de seu precioso tempo que poderão salvar uma vida. Quis o destino que recaísse em seus ombros a decisão que pode salvar o escritor Cesare Battisti dos cárceres italianos.

Não se trata, prezado Ministro, de eludir a lei, mas, sim, de impedir a vingança. Pelo que tenho lido, o processo contra Battisti é montado a partir de enormes falhas que podem punir um inocente para acobertar um culpado.

Lembro os terríveis precedentes de Olga Benário e Elize Ewert, deportadas para um campo de concentração. O final da história, o Sr. conhece bem.

Aliás, amparado pela cidadania, o banqueiro Cacciolla viveu livremente na doce Itália depois do rombo que deixou em nossa economia e pelo qual foi condenado no Brasil, onde cumpre pena. Não foi deportado pela Itália, que ao contrário, lhe protegeu.

Quer a lei que o Sr., em nome do humanitarismo de nosso povo acolhedor, possa decidir pela permanência de Battisti entre nós.

Lembro que temos uma tradição e que já concedemos asilo até mesmo a Georges Bidault, ex-ministro francês envolvido em atentado contra o Presidente Charles De Gaulle e contra a independência da Argélia. Bidault foi aqui acolhido por razões humanitárias pelo Presidente JK. Não vejo porquê um jovem revolucionário que converteu-se em escritor não possa ser salvo pelo Sr., com um gesto de grandeza.

Quantos brasileiros foram, um dia, acolhidos no exterior, salvos das garras de uma ditadura sanguinária que os alcunhava de "terroristas"?

Lembre-se de Olga, Elize Ewert, o casal Rosemberg e de tantas injustiças cometidas em nome das leis. Lembre-se dos dez de Hollywood.

Lembre-se do Caso Dreyfuss e seja Emile Zola. Repudie Felinto Muller, exerça seu Ministério com grandeza e permita que o escritor Cesare Battisti permaneça entre nós.

Atenciosamente,

Silvio Tendler

Cineasta

Carta de apoio de Dalmo Dallari

São Paulo, 05 de Julho de 2008

Gostei muito de receber sua carta, amiga e generosa. Não enviei antes minha resposta porque estive em viagem pelo Brasil, fazendo palestras para estudantes, profissionais da área jurídica e grupos comunitários que trabalham em favor dos Direitos Humanos. Nesta oportunidade, agradecendo a sua carta, quero reafirmar minha intenção de continuar acompanhando o seu caso com o máximo interesse e de me empenhar para que a decisão sobre o pedido de sua extradição seja coerente com as normas e os princípios jurídicos humanistas da constituição brasileira.

Moção de Apoio - Brigadas Populares - MG

As Brigadas Populares - MG manifestam seu apoio ao pedido de Refúgio Político ao CONARE, em que é requerente CESARE BATTISTI. Para melhor justificar as razões que levam este colegiado a compreender que esta é a posição que melhor se alinha com os preceitos do Direito Internacional Público e com os atos multilaterais de Direitos Humanos, faz-se necessário resgatar as circunstâncias histórico-políticas das quais emergiu este caso reconhecidamente complexo:

Gabriel García Márquez


Nascido em 1927 na Colômbia, é um importante jornalista, militante político e escritor, atividade pela qual recebeu diversas premiações, entre elas o Nobel de literatura em 1982. É considerado um dos autores mais importantes do século XX. Entre suas obras, destaca-se o romance "Cem anos de solidão" (1967) e "O Amor nos tempos do cólera" (1985).

Gianfranco Manfredi

Gianfranco Manfredi

Nascido em 1948 em Ancona, Itália, possui trabalhos como romancista (1978-2002), roterista, músico (compôs mais de 300 músicas) e no cinema (tanto ator como roterista).

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